Digitalização de livros


Como digitalizar livros?
Para os mais leigos, como scanear os livros?
Tentando esclarecer essa dúvida, um amigo virtual, chamado Zarco Camara escreveu um belo texto que compartilho logo abaixo:


Existem cinco formas de se digitalizar livros volumosos:
A) Destruir a "conformação original" para escanear.
Simplesmente, desmontes a encadernação da brochura de modo que acesses cada página da publicação individualmente para escaneá-la como se fossem páginas soltas de uma mesma obra (assim, fica mais fácil introduzir cada lauda num scanner ou multifuncional). Alguns cuidados e avisos importantes nesse caso:
- Se a encadernação for de "estilo corda", o processo deve ser feito com cautela para alçares a costura-matriz, cortá-la da capa-dura e puxá-la de modo que libertarás todas as laudas da encadernação sem danificá-las e podendo, se for interessante, depois "reconstruires" a obra com outras costuras.
- Se a obra for de "espiral", basta quebrares o cimo da espiral, desenrolá-la em sentido descendente para soltar as laudas eescaneares a bagaça sem dilemas. Neste caso, depois procuras uma fotocopiadora para fazeres outra encadernação de similar estrutura.
- Caso o livro seja softcover ou agrega as páginas com cola, seja de qual tipo for, a única opção é usares um estilete ou faca Olfa para cortares, a partir da lombada, o livro em partes menores que caberão em teu aparelho de digitalização. Infortunadamente, perder-se-á a lombada originária (as capas, caso sejam moles, podem ser mantidas se tiveres cuidado no corte). A posteriori, aconselho procurares um livreiro de confiança para remover os resíduos de cola originais e colocar a obra numa encadernação "de corda". Na hipótese do livreiro ser preguiçoso ou inepto no seu ofício, tão-só colocar os livros numa encadernação "de corda" sem remover os resíduos de cola criará ambiente favorável a criação de fungos capazes de arruinar as páginas originárias em menos de uma década em países tropicais como o Brasil.
B)Usar uma boa câmera digital:
Este é um mourejo daqueles! Posiciones o livro sobre uma mesa rija, use substrato de papel preto ou branco para sobre-posicionar a publicação (os pretos, apesar de mais caros, são melhores pois realçam o conteúdo livresco), abra a página a ser fotografada, enquadre a imagem da melhor forma possível e tires a foto. Terás de fazer isso página por página, depois jogar os arquivos no computador e, por fim, agregá-los em um .pdf com o software da tua preferência.
Bem, se a publicação detiver uma encadernação de qualidade, poderá ser aberta em 180 graus sem prejuízo algum para sua estrutura. Numa obra de qualidade mediana, podes forçar a abertura e, depois, re-fortalecer a corda ou dar-lhe outra encadernação em capa-dura (se as capas primais também se desvendarem de capa-dura, perder-las-á nesse processo). Em obras vagabundas, tens duas opções:
- Desapega-te, vire-as ao contrário como quem abre uma revistinha da Mônica e tires a foto. As páginas não se soltarão, contudo a estrutura toda ficará perenalmente vacilante.
- Abra-a em 90 gaus, posiciones a câmera na vertical sobre a página a fotografar (e que, claro, está na parcela do livro pousada na mesa), mãos firmes (uma segurando a câmera e a outra a obra) e... bom Nirvana! A cousa, assemelhar-se-á a uma ascese budista.
C)Comprar um scanner de mão portátil.
Se a preocupação com a conservação da biblioteca anda junto com o apelo pelo compartilhar, e, claro, o CNpQ fortaleceu aquele numo para "equipamentos de pesquisa", faz-se a melhor opção! Há marcas de múltiplos preços e, decerto, qualidades variáveis. Uma marca que não é um estouro, entretanto dá para o gasto para maioria esmagadora dos casos é a Skypix. No "Mercado Livre", encontras boas ofertas de produtos dessa empresas. Sua operação é simples e os resultados bem satisfatórios. Apenas, terás de possuir um pouco de paciência para ordenar as "imagens" na máquina depois.
D)Fotocopiar a obra e depois digitalizar as cópias:
Enfim, o título desta alternativa é auto-explicativo. No entanto, vale a dica de procurares uma fotocopiadora de reservas técnicas de museus, acervos culturais ou de bibliotecas ligadas a áreas de conservação. Nestes casos, os operadores são treinados o suficiente para manipularem com cuidado a publicação de modo a não arruinar a encadernação, possuem fotocopiadoras de última geração que permitem ajustes para copiarem em ângulos agudos, retos ou obtusos, e, por fim, obténs o serviço gratuitamente se explicares que o processo possui fins educativos não-comerciais e de fomento do eixo "ensino-pesquisa-extensão" entre o corpo discente universitário.
E)Buscar uma empresa privada de digitalização em massa:
Infelizmente, o Brasil não é o Canadá e os EUA no senso de possuir em grandes universidades máquinas para digitalização em massa. Não sei no RN, porém em alguns estados, mais notadamente em suas capitais, há firmas privadas que fornecem serviço de digitalização em massa em máquinas que não danificam a estrutura primordial do livro e, ainda por cima, escaneiam 200 páginas em uma média de quinze minutos com qualidade de 900 dpi. Dependendo da quantidade de obras a serem digitalizadas, existir uma grana de sobra e sua pouca disponibilidade temporal, pode ser mesmo interessante usar do serviço dessas empresas. Alguns raros casos, aceitam livros pelo Sedex 10, pago pelo cliente, para empreenderem a faina. Claro, depois deves pagar o mesmo Sedex para retorno da obra com um DVD do serviço em anexo.
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1 Response to "Digitalização de livros"

  1. Samara Martino says:
    22 de maio de 2014 20:41

    Gostaria de saber se ha vaga de emprego de digitação

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