Os três porquinhos pobres - Érico Veríssimo

Edição de 1986
Ilustrada por Vera Muccillo
Editora Gloobo

Ilustrada por Rui de Oliveira
Editora Globo

Edição de 2003
Ilustrada por Eva Furnari
Companhia das Letrinhas

Sinopse:
Os três porquinhos pobres conta a história dos irmãos Sabugo, Salsicha e Lingüicinha. Sabugo, o mais velho, era preto. Salsicha, o porquinho do meio, era ruivo. O mais novo se chamava Lingüiçinha e era malhado. Os três dividiam o mesmo chiqueiro no quintal de uma casa muito pobre. Certa noite, com medo de ir parar no forno, decidem fugir.Os porquinhos vão parar na cidade e entram de fininho num cinema. Para alegria dos três irmãos, o filme que estava passando era Lobo Mau - As aventuras dos três leitõezinhos, de Walt Disney. Os porquinhos se põem a torcer pelos leitões, gritando e dando pinotes na sala de cinema. O público fica assustado e a confusão se instala.Os três porquinhos pobres saem correndo e, inspirados pelos heróis do filme, decidem viver grandes aventuras, mas acabam se metendo numa grande enrascada. Para sorte deles, conhecem uma compreensiva Menina do Chapeuzinho Verde, que os acolhe em sua casa.O livro brinca com clássicos das histórias infantis e traz o estilo inconfundível de Erico Verissimo, um dos mais importantes escritores da literatura brasileira, autor de O tempo e o vento, além das belas ilustrações de Eva Furnari.

Confira:
Download da obra:
http://www.4shared.com/get/246210616/99d4d32b/OS_TRES_PORQUINHOS_POBRES.html

Erico Veríssimo, permanente jornalista militante:
http://www.bocc.uff.br/pag/bocc-strelow-erico-verissimo.pdf

O contador de histórias para crianças e jovens:
http://www.letras.ufmg.br/poslit/08_publicacoes_txt/er_11/er11_vta.pdf

Erico Veríssimo: profissão, escritor:
http://www1.fapa.com.br/cienciaseletras/pdf/revista38/art12.pdf

Veríssimo e a Literatura Infantil:
http://sites.unifra.br/Portals/36/ALC/2003/verissimo.pdf

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A pequena vendedora de fósforos - Curta Metragem

The Little Matchgirl
2007

Em 2005, a Walt Disney Feature Animation concluiu a produção de uma nova adaptação do conto de Hans Christian Anderson: A pequena vendedora de fósforos (The Little Matchgirl), de Roger Allers e Don Hahn, um curta-metragem de sete minutos, que deveria integrar a coletânea Fantasia 2006. Mas o projeto foi cancelado e A pequena vendedora de fósforos foi finalizado à parte, sem qualquer chance de distribuição mundial nos cinemas, apesar de indicado ao Oscar de melhor curta-metragem de animação em 2007. A única possibilidade de vê-lo é adquirindo a edição de 2006 (a norte-americana Platinum Edition; a brasileira Edição Especial) do DVD do longa-metragem A pequena sereia (The Little Mermaid), também baseado num conto de Anderson, e no qual A pequena vendedora de fósforos é oferecido como bônus.

À diferença da maioria das adaptações para o cinema dos trágicos contos de Anderson, A pequena vendedora de fósforos conserva seu final infeliz. A história passada originalmente num dia de inverno na Dinamarca é transposta para a Rússia czarista, quando uma menina pobre tenta em vão vender seus fósforos. Se no conto a menina tem um pai que a espera em casa e no qual ela pensa com temor, no filme ela parece ser uma órfã, sem teto, sem comida, menor abandonada que acende, à noite, na tentativa de aquecer-se num beco escuro da gelada metrópole russa, os palitos de fósforo que não conseguiu vender. A cada palito riscado, uma imagem de felicidade a envolve, mas para apagar-se assim que o fogo o consome. Ela sonha com jantares suntuosos com pastéis, assados e doces; com sua avó carinhosa a acolhê-la numa dacha com porta de madeira pintada de motivos florais; com uma árvore de Natal prometendo-lhe as maiores alegrias infantis. Mas ao consumir-se seu último fósforo, a pequena vendedora morre de frio, de fome e de solidão.

O diretor Roger Allers, em breve depoimento no DVD, declarou que, quando criança, nunca conseguia chegar ao fim do conto de Anderson sem chorar. A rara sensibilidade deste diretor evidencia-se a cada momento da animação: A pequena vendedora de fósforos é um filme mudo de um expressionismo puro: sem nenhuma palavra proferida, as ações são pontilhadas apenas pelo tocante Quarteto de cordas nº. 2 em ré maior, de Aleksandr Borodin. Tudo é desenhado em tons pastéis de cores frias (pretos, azuis, cinzas e brancos), deixando as cores quentes (verdes, laranjas, vermelhos e marrons) irromperem no visual gelado e sombrio apenas quando uma luz ou um fogo é aceso e, sobretudo, a pequena vendedora risca seus fósforos.

A reconstituição de uma Rússia dostoievskiana é perfeita em cada detalhe, dos edifícios e da neve que os recobre, recordando “Noites brancas”, à cruel indiferença dos adultos que se recusam a comprar da pobre órfã um único fósforo. Em A pequena vendedora de fósforos, a arte da animação atinge um de seus grandes momentos, infelizmente sem a visibilidade que merecia nas salas de cinema.
Fonte: http://milolhos.blogspot.com/2008/03/pequena-vendedora-de-fsforos.html

Confira:
Título original: The Little Matchgirl. Curta de animação indicado ao Oscar 2007.
http://www.youtube.com/watch?v=_rill4j6c0k


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Nove chapeuzinhos - Flávio de Souza

Edição de 2007
Editora Companhia das Letras
Diversos ilustradores

Sinopse:
Em 1697, foi publicado na França Histórias ou contos de outrora, livro escrito pelo funcionário civil aposentado Charles Perrault (1627-1703), que incluía histórias hoje mais do que conhecidas nossas, como A Bela Adormecida, O Barba-Azul, O Gato de Botas, Cinderela, O Pequeno Polegar e... Chapeuzinho Vermelho. Nessa primeira versão publicada, o Lobo Mau simplesmente devora a vovó e a Chapeuzinho Vermelho e fim. Mas muitas outras versões vieram depois dessa, com diversos desfechos - ora o Lobo Mau engole as duas, ora a Chapeuzinho se defende...
Agora é a vez de Flavio de Souza entrar nessa brincadeira. Em Nove Chapeuzinhos ele cria divertidas versões para essa história, mudando sempre o lugar e a época em que ela se passa. Seja no período cretáceo, entre os dinossauros; na Índia, há três mil anos; na mitológica Grécia Antiga; em Pindorama, por volta de 1500; numa floresta da Inglaterra, na Idade Média; na capital do Império do Brasil, em 1889; em Minas Gerais, algum tempo atrás; em 2001, escrita em 1901; ou em 3006, escrita em 2006, a Chapeuzinho, sua avó e o Lobo Mau fazem a festa, trocando de sotaque, roupa e penteado. Cada versão ganhou a contribuição de um ilustrador diferente.

Confira:
Site da editora:
http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=40439
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O capuchinho cinzento - Matilde Rosa Araújo

Edição de 2005
Ilustrada por André Letria
Editora Paulinas

Sinopse:
A menina Chapeuzinho Vermelho envelheceu. Agora ela é Chapeuzinho Cinzento: uma mulher prudente e mais confiante.
Um pouco cansada e com o corpo mais frágil por causa da idade, Chapeuzinho aprendeu a conviver pacificamente com o lobo. Uma relação tão pautada pela tranquilidade que o lobo até se encanta com a ternura do olhar - o mesmo da menina que levava guloseimas à vovó doente - e que agora o afaga como se fosse um cão.
Narrativa estilizada ou que se apropriou do conto Chapeuzinho Vermelho, Matilde Rosa Araújo, escritora portuguesa renomada, resgatou do acervo dos contos maravilhosos uma das personagens mais conhecidas e amadas pelas crianças. Antes vestida com capa vermelha para retratar a menina púbere, agora Matilde nos conta sobre a mulher vestida de cinza, alcançada pelos anos que se passaram; mais segura e tranquila, porém ainda dentro de uma história inacabada, que mesmo em harmonia com o lobo, ainda tem muito por contar.
André Letria imprimiu nas suas ilustrações índices simbólicos carregados de criatividade; são imagens que desafiam o leitor no jogo da interpretação em um cruzamento da versão clássica com a poética de Matilde Rosa Araújo.

Texto da obra:

O Capuchinho Cinzento

Matilde Rosa Araújo

O que posso eu contar?

Passaritos de cristal, por que andam em volta da minha cabeça a contar uma história que eu não entendo?

A Lua a rodar na noite e a minha cabeça entontecida a escutar, a escutar. A Lua tão redonda, grande, cheia de luz, vai descansar enquanto a noite for morrendo…

Passaritos de cristal, o que têm para me dizer?

E os passaritos de cristal, a voar, a cantar:

— É a história do Capuchinho Cinzento, que foi o capuchinho vermelho da menina que levava uma merendinha à avó e encontrou um lobo mau!

— Ó delicados cantores de cristal, digam-me, cantem-me, o que aconteceu ao Capuchinho Cinzento, agora, com tanta idade?

— Lembra-se do Capuchinho Vermelho a caminhar pelo bosque verde cheio de paz? Um bosque de folhas verdes molhadas de pérolas de orvalho? Um bosque perfumado com o aroma das folhas que dançavam com o vento? Que secavam com o lume de luz que tombava dos céus?

— Ó delicados cantores de cristal, ajudem-me, tragam-me à ideia um beijo de prata do frio das águas para eu desprender. Eu só vejo a Velha de Capuchinho Cinzento muito perto, muito perto de mim. E vejo um Lobo com botas de espinheiros a caminhar, a caminhar, a caminhar…

Ai, passaritos de cristal, para onde vai a Velha de Capuchinho Cinzento?

— Irá talvez à fonte ouvir o violino da água que corre, ou vai buscar uma cantarinha de água.

A água, quando fica presa dentro da cantarinha de barro, não pode cantar. Mas mata a sede!

— Passaritos de cristal, digam-me o que eu não sei contar. Cantem! Viram um dedal brilhante no dedo da Velha de Capuchinho Cinzento?

— Ela esqueceu-se de o tirar quando veio à fonte. Estava a coser nos calções e sainhas dos netos, aqueles buracos das roupas que só as crianças sabem fazer. Levantou-se num repente e começou a andar…

— Sabem, passaritos? Eu oiço a Velha de Capuchinho Cinzento cantar! Com uma voz trémula, já um poucochinho rouca, mas entoada e doce como quando tinha o capuchinho vermelho. E ia tão contente, pelo bosque, levar a merendinha à avó. Ah! Mas agora eu continuo a ver o Lobo a caminhar, a caminhar… em direcção à Velha de Capuchinho Cinzento.

— Ela nem dá por ele, assim a cantar e já um pouco surda. E o Lobo vem devagar, manso, muito manso, para não a assustar.

— Passaritos de cristal, ajudem-me agora! Estou aflita a contar esta história. História que se passou. De verdade. E parece que quer continuar… Ó delicados passaritos de cristal, então por que é que a Velha de Capuchinho Cinzento vai à fonte? É noite ainda, e ela canta, canta e a Lua redonda dança no céu!

O Lobo avança em sua direcção. E a Velha não escuta os seus passos… Parece que o seu escutar só entende o violino da água da fonte que vai prender na cantarinha de barro. A Velha já vai ficando cansada, as pernas estão fracas, doridas de tanta idade. Então, vê uma pedra do bosque, quase escondida debaixo dos musgos que a cobrem. E ali se senta, com custo (ai, como dobrar os joelhos dói).

Senta-se, poisa a cantarinha sobre os joelhos doídos e, pouco a pouco, deixa-se adormecer.

É escuro ainda, mas quase de dia…

Bate em silêncio, o coração escondido do bosque. Só o dedal brilha no dedo do Capuchinho Cinzento, mágico e brilhante como a lágrima de uma estrela. O Lobo, devagar, devagarinho, vai chegando à pedra cheia de musgo onde a Velha descansa, adormecida. Nem uma rainha de outros tempos descansaria assim num tronco de veludos!

E o Lobo, devagar, devagarinho, chega-se mais à pedra – o Lobo, com botas de espinheiros, os olhos de luzeiros, uma bocarra enorme mostrando alguns dentes agudos, ameaçadores.

— Ai, passaritos de cristal, eu própria que estou a escrever aqui na minha mesa, dentro de casa, tenho medo. Ajudem-me. Vocês não podem espantar o Lobo, pois não?

São tão frágeis as aves, com as suas asas de penas. Aéreas… Eu sei que vocês também têm medo. Mas cantem! Não vamos deixar a Velhinha, pois não? Vejam, ela sonha e sorri, o rosto cheio de rugas debaixo do capuchinho cinzento. E segura a cantarinha entre as mãos, o dedal brilhando como uma lágrima de estrela. Dormem ainda as flores no bosque, fechadas as suas pétalas no aconchego do chão. Ergue-se lentamente o manto da madrugada.

— E o Lobo, passaritos?

— O Lobo vem, vem de manso até à Velha adormecida. E pára, deslumbrado. Os seus olhos são luzeiros de ternura! Lambe docemente as mãos que seguram a cantarinha, lambe o dedal, estrela do Sol.

A Velha de Capuchinho Cinzento estremece. Quase acorda ao sentir aquela língua áspera que lhe passa pelas mãos que seguram a cantarinha. E sorri.

Acorda devagar, olha o Lobo com os seus olhos cansados. Afaga-o, como se o Lobo fosse um cão.

O sol acaba de nascer e, em raios antigos bailando, celebra este reencontro. E beija o dedal, seu irmão de luz.

— Passaritos de cristal, digam-me se sou eu que estou a sonhar, ou se é o Capuchinho Cinzento que sonha. Delicados passaritos de cristal, são vocês que cantam a resposta a esta pergunta?

Ou é a Lua que dançou no céu?

Ou são os meninos de calções e sainhas rotas que a Avó ia coser?

Ou é a música da água dentro da cantarinha?

Ou são as flores que o Sol veio despertar?

Ou é a magia do dedal?

Cantem! Cantem! Não deixem de cantar, voar, para esta história, de claros segredos, nunca acabar…

Fonte: http://contadoresdestorias.wordpress.com/2008/09/09/o-capuchinho-cinzento/


Confira:
Site da editora:
http://www.paulinas.pt/livro_detail.asp?idlvr=592

O Capuchinho Cinzento, de Matilde Rosa Araújo: uma "história de claros segredos":
http://www.casadaleitura.org/portalbeta/bo/documentos/ot_capuchinho_cinzento_srs_a.pdf
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Cappucceto Rosso - Piumini Roberto

Edição de 2005
Ilustrado por Alessandro Sanna
Edizioni El

Confira:
Site da editora:
http://www.edizioniel.com/DB/scheda.asp?idl=1279
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