Quem sou eu? Gianni Rodari

Edição de 2005
Ilustrada por Michele Lococca
Editora Salamandra

Um menino chamado Pedro quer se conhecer. Para isso ele pergunta a diversas pessoas “Quem sou eu?”. No início dirige a pergunta a pessoas de sua família (mãe, avô, irmã), depois a pessoas de outras esferas (professora, guarda de trânsito, amigos etc). Ao final, volta ao círculo familiar e pergunta ao pai. Assim, Pedro vai aos poucos conseguindo perceber que cada um revela aspectos diferentes de sua própria pessoa.
O texto se constrói como uma história cumulativa, mostrando que Pedro pode ser muitas coisas ao mesmo tempo. Ele é filho, neto, aluno, amigo etc. De forma divertida, o livro explora a questão que todos nós fazemos em algum momento de nossas vidas, essencial para o autoconhecimento: Quem sou eu?
As ilustrações acompanham a forma cumulativa do texto. Cada vez que Pedro encontra uma pessoa, aparece mais uma imagem dele. Assim até ele mesmo descobre mais uma coisa a respeito de si.

Confira:
Resenha descrita acima e proposta de atividades:
http://literatura.moderna.com.br/catalogo/encartes/85-16-04828-4.pdf


Site da editora:
http://www.salamandra.com.br/book.php?id_titulo=10019800 ou

http://www.modernaliteratura.com.br/moderna/book.php?id_titulo=10019800
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Filastrocche in cielo e in terra - Gianni Rodari

Edição de 1972
Editora Einaudi Ragazzi

Edição de 1972

Edição de 1997
Ilustrada por Francesco Altan
Editora Einaudi Ragazzi
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Novas histórias ao telefone - Gianni Rodari

Edição de 1987
Editora Teorema

Trata-se de um livro com histórias curtas, compartilho abaixo, uma das histórias presentes no livro:

Confundindo histórias

- Era uma vez uma menina que se chamava Capuchinho Amarelo.
- Não, Vermelho!
- Ah, sim, Capuchinho Vermelho. A mãe chamou-a e disse-lhe:
Ouve, Capuchinho Verde…
- Mas não, Vermelho!
- Ah, sim, Vermelho. Vai a casa da tia Diomira e leva-lhe estas cascas de batata.
- Não: Vai a casa da avó e leva-lhe esta torta.
- Está bem: A menina meteu-se pelo bosque e encontrou uma girafa.
- Que confusão! Encontrou um lobo, não uma girafa.
- E o lobo perguntou-lhe: Quanto é seis vezes oito?
- Nada disso. O lobo perguntou-lhe: Onde vais?
- Tens razão. E o Capuchinho Negro respondeu…
- Era vermelho, vermelho, Capuchinho Vermelho!
- Pois, e respondeu: Vou ao mercado comprar molho de tomate.
- Nem por sombras: Vou a casa da avozinha, que está doente, mas perdi-me.
- Exacto. E o cavalo disse…
- Qual cavalo? Era um lobo.
- Certo. E disse assim: Toma o autocarro número setenta e cinco, desce na praça da Catedral, volta à direita, encontrarás três degraus e uma moeda no chão, deixa estar os três degraus, arrecada a moeda e compra uma pastilha elástica.
- Avô, tu não sabes realmente contar histórias, confunde-las todas. Mas a pastilha elástica vou comprá-la na mesma.
- Está bem, toma o dinheiro.
E o avô voltou ao seu jornal.
Gianni Rodari, Novas histórias ao telefone.


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Histórias ao telefone - Gianni Rodari

Edição de 2007
Editora Teorema


Gianni Rodari (1920-1980), escritor italiano, recebeu o Prémio Andersen em 1970 e é autor de Histórias ao Telefone (Lisboa: Teorema), publicadas pela primeira vez em 1962.

O que une todas estas histórias é o telefone, pretexto apresentado no título inicial do livro, intitulado “Era uma vez…”: Bianchi, um caixeiro-viajante de Varese, circulava em trabalho em seis dias da semana, apenas estando um dia com a família; sempre que partia, a filha recordava-lhe que não se esquecesse de lhe contar uma história todas as noites; e, pontualmente, às nove, o pai distante tornava-se próximo, ao ligar para casa para contar uma história à filha.
Necessariamente, as histórias são curtas, porque as chamadas eram caras. E, para conferir mais legitimidade a esta história, duas confidências do narrador: a primeira – “Só de vez em quando, depois de um bom negócio, se permitia uns impulsos a mais”, como a justificar a maior extensão de uma ou outra história; a segunda – “disseram-me que quando o senhor Bianchi fazia as suas chamadas para Varese as meninas dos telefones suspendiam todas as outras chamadas para ouvir as suas histórias.” Recordações de um tempo que se alonga: o da infância, reduto feliz de histórias, de fantasia e de maravilha. Recordação de um outro tempo: o da dificuldade em algumas chamadas, de ligações demoradas, mas, mesmo assim, cumpridas e úteis.

As narrativas, eivadas de maravilhoso, não sustentam uma estrutura fixa que as aproxime. Reina a diversidade, tanto podendo o pretexto ser banal (comer um gelado), como rebuscado (comprar uma cidade), tanto havendo personificações como alegorias, tanto ressaltando a brincadeira com as histórias e com as palavras (o “des-país”, por exemplo, que é também a defesa de um mundo novo e em paz) como alguma dose de moralidade ou aprendizagem ou, até, visão crítica sobre os hábitos (a história em que alguns provérbios são personagens é disso exemplo).

Recomendado pelo Plano Nacional de Leitura, este livrinho (96 páginas, 34 curtas narrativas – sem contar com a do caixeiro Bianchi) diverte, ao mesmo tempo que valoriza a simplicidade. Por outro lado, sem o afirmar explicitamente, convoca também os educadores – especialmente os pais – a serem contadores de histórias.

Cinco máximas de Rodari, aliás, do caixeiro Bianchi:

1. “O descanhão é o contrário do canhão, serve para desfazer a guerra. (…) Até uma criança consegue manejá-lo. Quando há guerra, tocamos a descorneta, disparamos o descanhão e a guerra desfaz-se imediatamente. Que maravilha, o des-país!”

2. “A lágrima de um menino mimado pesa menos que o vento, a de um menino esfomeado pesa mais que toda a Terra.”

3. “Qualquer criança que vem a este mundo torna-se dona e senhora de todo ele, sem ter que pagar um tostão. Basta-lhe arregaçar as mangas, estender as mãos e agarrá-lo.”

4. “Certos tesouros apenas existem para quem primeiro se aventura numa nova estrada.”
5. “Não há ninguém mais feliz no mundo do que o velho que ainda tem alguma coisa que valha a pena oferecer a um menino.”



Fonte: http://nestahora.blogspot.com/2008/03/ficha-de-leitura-4-o-telefone-de-gianni.html
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Fábulas por telefone - Gianni Rodari

Edição de 1962
Ilustrada por Bruno Munari
Emme Edizioni

Edição de 1971
Editora Einaudi

Edição de 2006
Editora WMF Martins Fontes

Sinopse:
O senhor Bianchi era representante comercial e seis dias por semana percorria o país inteiro, vendendo medicamentos. Acontece que sua filha só dormia depois de ouvir uma história. Assim, toda noite, onde quer que estivesse, às nove em ponto, o senhor Bianchi ligava para contar uma história à menina. Este livro reúne essas histórias. Nele estão Joãozinho Vagamundo, a minúscula Alice Cai-Cai, o contador Camarões, o Supergeneral Bombardão Tirázio Superdesastrado, há eventos inesperados e doces ruas de chocolate.

Dentre as fábulas fantásticas, Rodari apresenta o país dos homens de manteiga.


Confira:
Do texto à mesa do leitor - o banquete oferecido por Gianni Rodari
http://www.pucrs.br/edipucrs/CILLIJ/do-texto-ao-leitor/Do%20texto%20%E0%20mesa%20do%20leitor.pdf

O atrativo e o nutritivo: a imagem do alimento na literatura para crianças
http://www.revista.agulha.nom.br/ag68bunn.htm
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