Como e por que ler a Literatura Infantil Brasileira - Regina Zilberman

Edição de 2005
Editora Objetiva

Sinopse:

Escrever para crianças sempre foi um desafio? Para quem escreve, ilustra e também para quem apresenta o livro a este público tão especial. Como conquistá-lo? Que armas são necessárias para fazer, do primeiro livro, algo inesquecível? E como este desafio foi vencido no Brasil?

Apesar de ter pouco mais de cem anos, a literatura infantil brasileira rapidamente conquistou leitores, emocionou gerações e criou um espaço nobre nas prateleiras dos leitores jovens. Quando uma criança lê nomes como Monteiro Lobato ? O grande marco? Henriqueta Lisboa, Ruth Rocha, Ana Maria Machado, Sylvia Orthoff, Lygia Bojunga ou João Carlos Marinho, entre tantos outros, ela sabe que um pacto foi selado. Um pacto lúdico, onde a diversão leva ao conhecimento.

Como e Por Que Ler a Literatura Infantil Brasileira, da professora e escritora Regina Zilberman, é uma deliciosa reflexão sobre as matrizes deste pacto. Não importa se é poesia, teatro, fábula, conto, história oral ou novela juvenil. Regina nos apresenta um quadro rico e multifacetado deste gênero literário? Seja através da análise das obras, seja através do papel social que elas tiveram.

É o pioneirismo de Carl Jansen e Figueiredo Pimentel. A explosão feminina e revolucionária dos anos 70? Onde as autoras transformaram meninas em protagonistas e mudaram o rumo da história. É a difusão do gênero policial com João Carlos Marinho e Pedro Bandeira. As metáforas nos quadrinhos de Ziraldo. O resgate do folclore nacional, a qualidade da nossa poesia e do teatro de Sylvia Orthoff e Maria Clara Machado. São narrativas e personagens capazes de despertar o espírito crítico do futuro leitor.

"Um bom livro é aquele que agrada, não importando se foi escrito para crianças ou adultos, homens ou mulheres, brasileiros ou estrangeiros. E ao livro que agrada se costuma voltar, lendo-o de novo, no todo ou em parte, retornando de preferência àqueles trechos que provocaram prazer particular."

(ZILBERMAN, Regina. Como e por que ler a literatura infantil brasileira. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005, p. 09)

Confira:
Parte do livro está disponível para leitura em:
http://books.google.com/books?id=kh0qvL8ZPLMC&pg=PP1&dq=Como+e+por+que+ler+a+Literatura+Infantil+Brasileira+-+Regina+Zilberman&hl=pt-BR&cd=1#v=onepage&q&f=false
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Como usar a Literatura Infantil na sala de aula - Maria Alice Faria

Edição de 2007
Editora Contexto

Sinopse:


Este livro tem a proposta de não reduzir a literatura infantil apenas à abordagem pedagógica, mas, além disso, busca capacitar educadores e animadores de leitura para perceber toda a riqueza de detalhes típica dos livros para crianças. É sobretudo, uma obra que expõe com extrema clareza idéias complexas: Como se estrutura a narrativa para crianças? Qual o papel do texto escrito nessas narrativas? Qual, por sua vez, o papel das ilustrações? Como eles se articulam? Como, enfim, transformar esses elementos básicos em trabalhos práticos, no dia-a-dia, com alunos das primeiras séries escolares? Um livro que nasceu da permanente inquietação de uma conceituada pesquisadora de livros de ficção para crianças e jovens.

Confira:
Site da editora (com possibilidade de baixar o sumário e a introdução em pdf):
http://www.editoracontexto.com.br/produtos.asp?cod=236
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Como ensinar Literatura Infantil - Maria Antonieta Antunes Cunha

Edição de 1968
Editora Bernardo Alves

Proposta:

A obra está dividida em sete unidades. Cada uma delas apresenta:

1. Noções sobre o tópico a ser estudado.

2. Estudo do texto.

3. Sugestões do trabalho (com questionário sugerido para aplicação em sala).

O texto foi dedicado a professores que atuariam nos anos iniciais do Ensino Fundamental – antigo Curso Normal – com o intuito de contribuir para a capacitação de alunas-mestras do curso de Formação de Docentes, despertando nas futuras professoras o gosto pela literatura infantil.

Estrutura:

Unidade I: Literatura Infantil – situação e extensão

Há três usos indevidos encontrados neste tipo de literatura:

  1. Incorrer no uso de linguagem próxima às falas das crianças, utilizando-se dos erros infantis e sendo muito simplista até mesmo aos olhos do pequeno leitor.
  2. Uso de linguagem rebuscada, que não pode ser compreendida pela criança.
  3. Tom moralizador, de intuito educativo. O que cativa a criança na literatura não é a finalidade da escrita, mas o percurso de leitura. A moral é elemento constitutivo do texto infantil, porém, deve ser apenas sugerida, para que a criança assimile o conceito espontaneamente.

Textos apresentados na seção para estudo: “Plantero” der Juan Ramón Jiménez, “Patinho feio” de Andersen, “Inquietações de Robinson Crusoé” de Daniel Defoe. Cada texto é seguido de questionamento para reflexão.

Unidade II: Características da boa obra para crianças

Elementos que devem estar presentes nos textos para crianças:

1- Imaginação.

2- Dramatismo e movimentação.

3- Concisão (“boa técnica de desenvolvimento”).

4- Qualidade estética (“qualidade da forma”).

5- Rapidez da ação.

Textos apresentados na seção para estudo: “Pinocchio”- Carlo Collodi; “As fabulosas memórias da Emília”- Monteiro Lobato; “O país ideal” – Graciliano Ramos.

Na seção “Sugestões de trabalhos”. A autora finaliza os capítulos I e II sugerindo uma “ficha de livro” para trabalhar com o aluno. O segundo item da seção é “Estudos de textos, feito pelos alunos”, apresentando mais uma proposta de trabalho com o aluno.

Unidade III: Funções da Literatura Infantil

“Educar, instruir e distrair” são as finalidades mais abrangentes desta literatura. A distração é a mais importante das três, sendo o que a torna literatura. Deve-se estar atento às etapas de educação e instrução das crianças, a fim de que se proporcione o desenvolvimento da sensibilidade e da criticidade.

Textos apresentados na seção para estudo: “O magnífico caiador” – Mark Twain; “A menina do leite” – Monteiro Lobato; “O Brasil em 1889” – Graciliano Ramos.

Unidade IV: Adequação do livro à idade da criança

Evolução psicológica da criança:

1ª fase: 3/4 a 7/8 anos – fase do mito. Literatura indicada: contos de fadas, lendas, fábulas.

2ª fase: 7/8 a 11/12 anos – fase “ronbinsonismo”, caracterizada pelo conhecimento da realidade. Literatura indicada: romance de aventura, relatos históricos (textos em tom verídico).

3ª fase: 11/12 à adolescência – fase do pensamento racional. Literatura indicada: romântica, revistas.

Unidade V: O teatro para crianças

O teatro é um meio de acesso à cultura e educação.

1- Joy Arruda: expectativa do que está para acontecer encanta os pequenos leitores e justifica a predileção deles por filmes e histórias em série.

2- Bárbara Vasconcelos: o teatro contribui para o desenvolvimento da leitura, da pronúncia, memória e senso artístico e crítico, além de proporcionar a socialização. A dramatização permite a atividade coletiva, levando a criança a reconhecer seu próprio trabalho, o trabalho do outro e a emitir julgamento de ambos.

Características das peças infantis: a) exposição da peça: circunstâncias e antecedentes; b) caracterização das personagens: direta ou indireta; c) articulação dos atos, que deve apresentar eixo de interesse e ainda criar expectativa para o ato seguinte. Peças infantis de um único ato justificam-se pela intenção de não cansar a criança; d) cenas principais, indispensáveis à ação dramática, com supremacia da intriga.

3- Júlio Gouveia: elementos que se destacam no teatro são também o conflito bem traçado, a moralidade sugerida, os diálogos simples e curtos promovendo maior movimentação na peça; a comicidade, levando em consideração a identificação da criança com a personagem, evitando, porém, a ironia e o trocadilho, difíceis de serem notados pelo público infantil.

Sugestão de gênero teatral por faixa etária:

1ª fase: 3/4 a 7/8 anos – pantominas e folclore.

2ª fase: 7/8 a 11/12 anos – peças mais próximas do mundo real.

3ª fase: 11/12 à adolescência – adaptações de obras clássicas.

Textos apresentados na seção para estudo: “A bruxinha que era boa” – Maria Clara Machado; “Pluft, o fantasminha” - Maria Clara Machado; “O circo de bonecos” – Oscar Von Pfuhl.

Unidade VI – Poesia para crianças

A poesia envolve imagem, fantasia e sensibilidade como o mundo infantil. O ritmo e a rima facilitam a memorização e satisfazem o gosto infantil. Poemas conceituosos ou moralizantes não encantam o público infantil. A linguagem deve ser simples. Destaca-se como obra poética para crianças, o livro de Henriqueta Lisboa, Antologia poética para a infância e a juventude.

Poemas apresentados na seção para estudo: “bolhas” – Cecília Meireles; “Tempestade” – Henriqueta Lisboa; “As meninas” – Cecília Meireles.

Unidade VII – Folclore – sua utilização na escola

1- Édison Carneiro: o folclore encontra-se nas camadas populares da sociedade, no modo de pensar e agir.

2- Luis Câmara Cascudo: em um agrupamento humano haverá duas origens para o conhecimento. A oficial, sistematizada, dos colégios, e a não oficial, transmitida de geração para geração, que não obedece a um sistema, caracterizando o folclore.

Manifestações folclóricas:

  • Literatura oral: lendas, poemas, provérbios, entre outros.
  • Crendices e superstições.
  • Lúdica: danças, autos, jogos, cortejos, teatro de bonecos, festas tradicionais.
  • Artes e técnicas.
  • Música.
  • Usos e costumes: caça e pesca, medicina popular, casamento, entre outros.
  • Linguagem popular.

Proposta de Édison Carneiro para o estudo do folclore adaptada para o ensino primário: a) inserção no ensino de língua materna e estrangeira, na matemática, na geografia e na história; b) ensino de técnicas e artes populares da região; c) apresentação de folguedos; d) interpretação de personagens, danças folclóricas.

Textos apresentados na seção para estudo: “Blau Nunes” – Simões Lopes Neto; “Trezentas onças” - Simões Lopes Neto.

Fonte: www.faficp.br/dirposgrad/crelit/fcm/docs/fcm04.doc

CUNHA, Maria Antonieta Antunes. Como Ensinar Literatura Infantil. São Paulo: Editora Bernardo Álvares, 1968.



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